Fotografando com vela

Atualizado: Fev 1

Texto: Carolina Engler.

26 de maio de 2020.


Por se tratar de uma situação de pouca luminosidade, usar a iluminação de velas na fotografia costuma exigir do fotógrafo a habilidade de combinar várias informações diferentes e maturidade para ser capaz de impor seu estilo nesse situação de luminosidade crítica.


Como uma apaixonada por situações de baixa luminosidade vou levantar os cuidados que considero importantes. A primeira e mais importante coisa para que se possa manter o "clima de luz de vela" é desligar o flash. Pode parecer óbvio para alguns, mas nos meus 25 anos de magistério aprendi que nada é obvio, tudo depende do nível de conhecimento de cada um acerca de um tema. É o que sempre digo no curso de fotografia aqui no Ateliê Cromo em Campinas / SP: não existe dúvida que não seja pertinente.


Em segundo lugar, devemos cuidar do bom aproveitamento da pouca luminosidade existente. E para isso é necessário observar as seguintes configurações de câmera:

1. ISO alto: mas não muito alto por conta do ruído associado a esse tipo de configuração.

2. longa exposição: para que seja facilitado a realização de longas exposições o tripé é um acessório bem importante.

3. diafragma aberto: para tanto, as lentes claras são as mais indicadas.


Longa exposição e ISO alto devem ser muito bem combinados de forma que nem o ISO seja muito alto, nem a exposição seja muito longa já que as duas estratégias propiciam muito ruído na imagem. Cabe a cada fotógrafo encontrar a combinação que funciona pra si.



Em terceiro lugar, nada te impede de usar outras fontes de iluminação de forma secundária às velas. Uma base branca funciona como um rebatedor otimizando a luminosidade e pode-se deixar alguma luz ambiente acesa também. Mas cuidado porque se esta última for em muita intensidade vai matar o efeito "luz de vela" desejado.


Existem mais duas configurações de câmera que considero importante de se dar atenção:

1. balanceamento de branco: sua função é ajustar a cor da luz na cena a ser fotografada. Logo, se for ajustada no automático a câmera vai tentar limpar o amarelo da luz da vela, diminuindo a aparência do efeito desejado.

2. RAW: formato de arquivo que favorece o processamento da imagem. E que neste caso seria uma boa solução para permitir um bom ajuste da coloração das luzes na pós produção.


Para concluir, o processamento posterior das imagens também é uma estratégia muito importante para esse tipo de situação de baixa luminosidade. Pois permite a personalização do balanceamento de branco como foi dito há pouco e também a minimização do ruído inerente ao uso de longas exposições e ISOs altos.



Um grande abraço e até o próximo post!!!


Carolina Engler

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