O mundo revelado de Vivian Maier

21 May 2015

 

O Maio Fotografia no MIS chega a sua quarta edição e ocupa, pelo quarto ano consecutivo, todos os espaços do Museu, com uma programação que engloba quatro exposições principais, além de duas mostras e uma instalação interativa.

 

Dentre os artistas desta edição está a aclamada fotógrafa norte-americana Vivian Maier, que por toda a sua vida, guardou as fotografias, os negativos e fitas de áudio com pequenas entrevistas que fazia com as pessoas que fotografava. O MIS será a primeira instituição a receber a série intitulada O mundo revelado de Vivian Maier, que desvenda parte da obra dessa fotógrafa norte-americana recém-descoberta, que impressiona pelo olhar peculiar que imprimiu às cidades que retratou – em especial Chicago, onde passou grande parte de sua reservada vida como babá – e pela quase obsessão de retratar-se a si mesma. Com curadoria de Anne Morin, a exposição apresenta 101 fotografias e nove filmes super-8 mm, o documentário Who Took Nanny’s Pictures? [Quem tirou fotos da babá?], além de Finding Vivian Maier [A fotografia oculta de Vivian Maier], filme dirigido por John Maloof, historiador que foi responsável por trazer a público o copioso material por ela produzido entre os anos 1950 e 80, que conta com mais de 120 mil itens. 

 

 

Sobre a artista

Vivian teve seu trabalho descoberto em 2007, por John Maloof, um corretor de imóveis e historiador, que pesquisava material iconográfico para um livro e que arrematou todas as obras da artista – ainda não reveladas – em um leilão. Maloof reconheceu o valor artístico e histórico do material, mas foi somente após a morte de Vivian que houve o reconhecimento do seu trabalho e o material começou a ser reproduzido na internet e em revistas especializadas, além da publicação de livros com o seu acervo e exposições.

 

 

Nascida em Nova York em 1926, filha de pai austríaco e mãe francesa, Vivian só ficou conhecida após sua morte em 2009.  A fotógrafa passou a infância na França e após voltar para os Estados Unidos, trabalhou como babá por mais de 40 anos. Durante este período, em seus dias de folga, fotografou a cidade de Nova York, focando nas ruas, nas pessoas e nos edifícios. Foram mais de 100 mil negativos, filmes super-8 e 16mm, diversas gravações, fotografias variadas e uma enormidade de filmes sem revelar mostrando as pessoas e a arquitetura da sua cidade natal, além de Los Angeles e Chicago entre as décadas de 1950 e 1960. Vivian também fez viagens internacionais, como para Manila, Bangkok, Pequim, Egito, Itália, sempre registrando as ruas das cidades por onde passou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1850

 

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