O grafite por Alex Senna – grafiteiro fala sobre suas inspirações, técnica e história

25 Sep 2014

 

Pintar na rua. É assim que um dos mais conhecidos grafiteiros de São Paulo, Alex Senna, define o grafite. Influenciado por cartunistas como Maurício de Sousa, Will Eisner, Ziraldo e Quino, o ilustrador e artista plástico mergulhou no grafite por insistência de dois amigos do ramo. O que começou como um hobby continua um hobby: “Grafite é o que eu faço nas ruas. Não é um trabalho, faço por prazer”, conta.

 

 

 

Desde 2006, Alex transforma os muros da capital paulista em telas para os mais variados desenhos. As relações humanas e aquilo que envolvem – amor, rivalidade, alegria, tristeza ou solidão – são seus temas prediletos: “Por ser algo comum, o link acaba acontecendo. E quando a mágica acontece, meu trabalho está feito”.

 

 

 

Símbolos universais como corações, passarinhos, balões e notas musicais ajudam a dar vida às criações que abusam de criatividade e delicadeza, tornando-as simpáticas aos olhos do público de qualquer idade. Daltônico, Senna faz do preto e branco a base para seus trabalhos, utilizando o cenário a sua volta e as emoções do que é pintado para ‘colorir’ os desenhos.

 

 

 

Apesar de ter a agenda preenchida por viagens, com uma nova exposição marcada para o fim do ano, Senna não tem presunções quando se trata de transmitir alguma mensagem ao público:

 

“Minha inspiração vem da vida real, das coisas que acontecem comigo. Não busco nada, faço para tirar algo de dentro de mim. Como cada um reage ou é atingido, é peculiar pra cada um”.

 

 

 

Alex sempre foi um artista de contrastes, o que se acentuou ao explorar o grafite. A fragilidade dos momentos pintados contrasta com a força da arte urbana, sem abrir mão do humor e da simplicidade.Só que mesmo com 30 anos de desenho, criar peças e figuras ao ar livre, em meio ao movimento da cidade, surgiu como algo novo para o artista. Novidade, aliás, muito bem-vinda:

 

“Eu amo a rua, é onde todos se encontram, é de todos, e quem passa por ela está lá mesmo. Existem os curiosos, os desconfiados, os dedos-duros, cada um tem sua história e a relação é sempre diferente. Isso faz parte de pintar na rua”.

 

 

Fonte: http://www.afronte.com.br/o-grafite-por-alex-senna/

 

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