Por dentro do Irã

Fotógrafo brasileiro expõe suas fotografias no Irã e registra belas imagens do país oriental

Diretor fundador da Fotografia e Editora Kongo, o fotógrafo Ricardo Martins trabalha na produção e criação de seus projetos autorais dividido o tempo com palestras ministradas nas áreas corporativa e institucional. Em dezembro de 2014, ele recebeu o convite para representar o Brasil com a exposição fotográfica “Meu Brasil, Meu Olhar”, na Milad Tower, cartão postal da capital iraniana Teerã, e uma das torres mais altas do mundo. O evento fez parte da “Semana Cultural Brasileira 2014″, organizada pelo Itamaraty e embaixada do Brasil no Irã.

Ricardo Martins selecionou treze fotografias, com ênfase nas paisagens e na fauna brasileiras e suas obras foram colocadas a venda atingindo um grande sucesso no mercado de arte do país. O fotógrafo ainda ministrou uma palestra beneficente junto à fundação Mahak, organização de caridade que trabalha com crianças com câncer, fazendo a doação do seu último livro “Mini Enciclopédia da Fauna do Estado de São Paulo” para a biblioteca do hospital. Após o término dos eventos, Ricardo Martins fez um ensaio fotográfico pelo país visitando as cidades de Esfahan, Yasd, Meybod, deserto de Farahzad, Persepolis e Shiraz, em que trouxe através de suas lentes os aspectos culturais e a hospitalidade do povo iraniano e que você vai ter o prazer de conferir agora.

Portal Photos – Como foi a experiência de expor no Irã?

Ricardo Martins - Receber o convite do Itamaraty para representar e apresentar o Brasil com a exposição me deixou muito honrado, foi interessante mostrar uma vida e uma beleza completamente diferentes do que os iranianos estão acostumados, as pessoas e autoridades que estiveram presentes na exposição, elogiaram muito e ficaram encantadas com todas as cores oferecidas pela nossa natureza, uma das fotos que chamou mais a atenção foi de uma Arara-canindé voando e olhando para a minha lente que fotografei no norte do Tocantins, essa obra foi vendida para um casal iraniano logo após o anúncio de que os quadros seriam comercializados.

PP – Como você vê toda esta movimentação contra o Oriente, depois do atentado em Paris?

RM - Depois de passar um mês viajando pelo Irã, penso que cometemos uma injustiça quando achamos que no Oriente só existe terrorismo e tudo se resume a atentados e guerra, o povo iraniano foi muito receptivo e amigável comigo, é um país com uma boa infraestrutura de grandes belezas e uma cultura única que enche os olhos de quem tem a oportunidade de conhecer, e infelizmente essas qualidades são sufocadas pelo lado negro do terrorismo e da guerra que são generalizados. Em momento algum passei alguma situação de perigo, todas as vezes que fiz contato fui muito bem recebido, como aconteceu na cidade de Esfahan… Fotografava uma de suas lindíssimas pontes a noite, em que pessoas circulam e famílias tomam seu chá sentados em tapetes protegidos pela bela arquitetura de seus arcos, me aproximei e cheguei a uns três metros e queria muito eternizar esse sentimento, pois a cena trazia tudo isso, fiquei um pouco acanhado pois não sabia qual seria a reação ao fotografar mulheres tão de perto, por isso me aproximei e com gestos mostrei que gostaria de fazer a foto, o chefe da família muito simpático me autorizou e todos sorriram para mim, no final acabei sendo convidado para me sentar e apreciar um bom chá acompanhado de uma típica família iraniana ao som de antigos poemas persas. Nada justifica um atentado terrorista, mas acho que devemos respeitar todas as religiões por mais diferente que ela seja da sua ou da minha, não concordo com os cartuns do jornal Charlie ridicularizando Maomé, tenho certeza que causaria revolta em 100% dos cristãos se piadas do mesmo peso fossem feitas com Jesus Cristo. A liberdade de expressão tem seus limites e acho que a religião é um deles.

PP – Qual o equipamento usado nas suas fotos?

RM - Meu equipamento é todo da marca Canon, gosto muito da qualidade e mobilidade que a marca me oferece.

PP – Como foi fotografar uma cultura tão diferente?

RM - Fotografar e ter contato com uma cultura tão diferente foi uma experiência incrível que me abriu um caminho sem volta, meu trabalho sempre foi muito voltado para o Brasil e acho que realmente tinha que ser, sempre quis ganhar experiência e terreno no “quintal da minha casa”, produzindo meus livros pela minha editora, e depois de cinco anos fazendo isso, esse convite bate em minha porta e me leva para o próximo estágio da fotografia, sinto que meus passos estão sendo guiados e quero conhecer de perto cada vez mais, esse novo mundo através da magia de eternizar sentimentos.

Fonte: http://photos.com.br/por-dentro-ira/

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